Propostas Voltadas às Mulheres nos Planos de Governo das Chapas Presidenciáveis

Por Vitória Olinda Barros*

Primeiramente, faz-se necessário esclarecer que o fato de um candidato ou candidata não estabelecer políticas específicas voltadas a um grupo social não significa necessariamente que ele ou ela não se importa com esse grupo. No entanto, também é imprescindível reconhecer que ter propostas específicas, detalhadas e realistas, voltadas a determinado grupo, demonstra um maior comprometimento com suas pautas políticas.

Tem-se que a desigualdade de gênero, problemática que afeta mais gravemente a parcela feminina da sociedade, é uma questão que permanece atual no cenário brasileiro, sendo necessárias políticas afirmativas específicas para combatê-la.

Nesse contexto, a análise dos planos de governo dos (as) candidatos (as) a partir de propostas voltadas especificamente às mulheres é um dos fatores que permite avaliar se esse grupo social é ou não uma prioridade diante de um eventual mandato.

A partir disto, optou-se por incluir também, nesse compilado, propostas direcionadas especificamente às mulheres negras e à população LGBTI, grupo social no qual parcela das mulheres estão inseridas diretamente e por se tratar de temática ligada à questão de gênero.

Do mesmo modo, são abordadas propostas relacionadas às creches, por afetarem de maneira substancial a vida de mulheres, a quem historicamente é atribuída a função de cuidar dos filhos com maior empenho, muitas vezes, sendo privadas de buscarem realizar-se no campo profissional.

Por fim, é importante destacar que não há oposição a que as mães dediquem tempo aos filhos.

Na realidade, a incoerência reside no fato de, na maioria dos casos, a divisão de tarefas com a figura paterna (nas relações heterossexuais) não ocorre em condições previamente acordadas que considerem homens e mulheres em condições paritárias, mas sim diante de uma imposição velada segundo a qual o homem deve prover o sustento do lar e a mulher deve apenas cuidar dos filhos, sendo, os padrões diferentes desses, frequentemente considerados como extraordinários ou anormais.

Confira nos links abaixo as propostas de cada Chapa Presidenciável direcionadas especificamente às mulheres:

 

1. Álvaro Dias (Podemos) e Paulo Rabello de Castro (PSC) – 19 (clique aqui)

2. Cabo Daciolo (Patriota) e Suelene Balduino Nascimento (Patriota) – 51 (clique aqui)

3. Ciro Gomes (PDT) e Kátia Abreu (PDT) – 12 (clique aqui)

4. Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) – 13 (clique aqui)

5. Geraldo Alckmin (PSDB) e Ana Amélia (PP) – 45 (clique aqui)

6. Guilherme Boulos (PSol) e Sônia Guajajara (PSol) – 50 (clique aqui)

7. Henrique Meirelles (MDB) e Germano Rigotto (MDB) – 15 (clique aqui)

8. Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB) – 17 (clique aqui)

9. João Amoêdo (Novo) e Christian Lohbauer (Novo) – 30 (clique aqui)

10. João Goulart Filho (PPL) e Léo da Silva Alves (PPL) – 54 (clique aqui)

11. José Maria Eymael (DC) e Helvio Costa (DC) – 27 (clique aqui)

12. Marina Silva (Rede) e Eduardo Jorge (PV) – 18 (clique aqui)

13. Vera Lúcia (PSTU) e Hertz Dias (PSTU) – 16 (clique aqui)

 

*Graduanda em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC)

 

ANEXO – PERCENTUAL DE GÊNERO DOS PRESIDENCIÁVEIS E DOS(AS) CANDIDATOS(AS) À VICE-PRESIDÊNCIA

 

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